sábado, 17 de novembro de 2012

Partidocracia não é Democracia – Vamos (você, eu, os meus e seus familiares e amigos) mudar o paradigma

A petição pela possibilidade de listas independentes dos partidos se candidatarem à assembleia da república já foi subscrita por largos milhares de cidadãos. Se quer salvar (o que resta de) Portugal, assine a petição Art.º 151.º em:

Assinar porquê? Para mudar o paradigma da política, da justiça e da corrupção, da economia e da sociedade em geral em Portugal. Leia o post abaixo, sff.

Por uma VERDADEIRA DEMOCRACIA em Portugal, contra a ditadura dos partidos políticos

A culpa do Estado do país é acima de tudo, dos portugueses como um todo. Por diferentes ordens de razões:
1. A não existência de um sentimento de comunidade: Os portugueses em geral sempre pensaram no Estado como algo que é de todos mas que não é de ninguém. Desde o 25 Abril que a corrupção e a má gestão se generalizou por todo o lado neste país, com um custo imenso, mas que toda a gente foi acolhendo, ao não denunciar essas situações, porque muitos dos que andam agora aí a engrossar manifestações durante décadas foram entrando em Câmaras Municipais, Hospitais Públicos e afins pela porta do cavalo, nem que fosse para varrer ruas, assassinando o princípio da igualdade de oportunidades, sustentando assim regimes locais em que outros beneficiavam bem mais. Porque é que sendo os concursos públicos, quando os há, são sempre os da terra que ficam? A diferença entre a corrupção de tostões e a de milhões é apenas a oportunidade ao alcance de cada um. 
Pergunto também: onde estão os que engrossavam comitivas de inauguração de auto-estradas no tempo de Sócrates e que o elegeram e reelegeram, bem como a Presidentes de Câmara que queriam ter pelo menos 1 km de auto-estrada no seu município? Se calhar evaporaram-se, como os fascistas de Portugal em 26.Abr.74…
2. O sistema político: Este País só se levanta se se reunirem duas condições:
I). Se o sistema político for verdadeiramente alterado para que se elejam cidadãos, se elimine o poder e a chantagem dos partidos políticos, chamando assim os cidadãos de maior valor para a política, não se permitindo promiscuidades entre público e privado. Com um sistema decente, desapareceria a via das “jotas” para se subir na vida e ganhar-se poder de decisão sobre a vida de todo um povo e a custo deste, com base em troca de favores, promovendo-se a mediocridade e expulsando-se do País os melhores valores – sem as “jotas”, alguém conheceria Sócrates, Relvas, Passos e tantos outros?
II) Se se fazer funcionar a justiça e se se criar um espírito anti-corrupção e má gestão, perseguindo-se sem dó nem piedade os corruptos e os que lesam o País e as comunidades que deveriam servir com dignidade, o contrário do que acontece actualmente. Grande parte dos problemas orçamentais do País estão na má qualidade da gestão e na corrupção, que decorre do sistema político que temos, que não é uma verdadeira democracia, mas sim um sistema que permite que o País seja capturado por bandos de interesses criminosos.
Algumas notícias sintomáticas do estado deste País (sem falar nos Freeports, BPN – (i) gestão ruinosa e (ii) decisão de nacionalização -, submarinos, aeroportos de Beja, auto-estradas sem tráfego, etc:

As Manifestações

O pessoal que anda nas manifestações julga-se todo pertencente à mesma tropa, e o PCP/CGTP e o Bloco querem aproveitar-se disso para dizer que todos aqueles, que não votaram, ou que votaram em qualquer dos partidos, estão ali todos pelo mesmo. Nada mais falso.
Vejam as entrevistas que fazem na TV aos manifestantes.
i)          Há os funcionários públicos que estão ali pela recuperação dos “direitos adquiridos”, cortes de subsídios e pensões, cortes de vencimentos, salário comido por impostos, etc.
ii)         Há também gente que trabalhava no privado e diz que está ali porque as empresas faliram devido ao IVA da restauração, à austeridade, etc e que o que é preciso fazer é o Estado cortar na despesa e despedir o terço de funcionários públicos que está a mais.
iii)        Há ainda os que, devido ao excesso e rigidez de direitos da geração pós-Abril (objectivamente, em comparação com países europeus que vivem bem melhor que nós), com as irresponsáveis escolhas de cursos na área de letras (culpa dos sucessivos Governos que mantiveram essas vagas e dos próprios que descuraram que o primeiro curso que a pessoa tira é para trabalhar e a economia tem de ter necessidade dessa formação, julgando-se com direito a trabalhar na área de filologia, linguística, filosofia, etc só porque têm canudo) e vítimas da excessiva rigidez dos direitos laborais ou são precários em call-centers ou hipermercados ou desempregados sem qualquer perspectiva (estes apoiam os sindicatos, quando a precariedade é a variável de ajustamento que as empresas têm tido para ter flexibilidade – na realidade deveria haver apenas um tipo de contrato de trabalho mais flexível para as empresas e que assegurasse dignidade e direitos aos trabalhadores, meio termo entre a excessiva rigidez e a exploração dos precários, devendo as autoridades exercer forte fiscalização; isto é o que se passa no centro e norte da Europa, países em que o nível de vida é muito superior ao português).
Andam todos juntos mas a clamar por status quo diferentes, o que interessa a uns não interessa aos outros.